O arranjador não se torna automaticamente autor da composição original.

A Lei nº 9.610/1998 trata arranjo musical como uma transformação cuja utilização, em regra, depende de autorização do autor quando a obra não está em domínio público.

Compor e arranjar são atividades diferentes

A composição pode existir antes da instrumentação final. O arranjo organiza vozes, instrumentos, texturas, introduções, convenções, reharmonizações e outros elementos.

Arranjo pode ter criatividade própria

A lei reconhece adaptações, traduções e outras transformações apresentadas como criação intelectual nova. Em obra em domínio público, o art. 14 reconhece direitos de quem adapta, traduz, arranja ou orquestra, sem impedir que outros façam suas próprias versões.

E se a música ainda estiver protegida?

O art. 29 prevê autorização prévia e expressa para arranjo musical e outras transformações, salvo hipóteses legais específicas. Por isso, não se deve presumir liberdade irrestrita para alterar obra alheia.

Arranjador vira coautor porque criou introdução?

Depende do conteúdo criado e do acordo. Uma contribuição que efetivamente se incorpore à composição pode gerar discussão diferente de uma simples decisão de instrumentação. O ideal é alinhar créditos antes da exploração comercial.

Como documentar?

Se você criou uma composição própria e também o arranjo, preserve partitura, áudio e versões. Se o arranjo é de obra de terceiro, verifique antes os direitos necessários.

Criou composição e arranjo próprios? Preserve a versão completa.

Registre o áudio e, se desejar, acrescente partitura ou documento complementar que ajude a identificar a estrutura apresentada.

Quanto mais cedo você organiza a versão que está circulando, mais simples fica preservar a história da criação.

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Serviço privado de certificação/evidência digital. O registro não pesquisa originalidade, não investiga plágio e não decide autoria ou titularidade.

Você já guardou a versão atual da sua música?

Documente antes de precisar reconstruir a história da criação.

Preserve a versão exata do áudio que existe hoje e mantenha o arquivo junto às demais evidências do seu processo criativo.

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Próximo passo

Terminou uma composição própria?

Organize seus arquivos e preserve a versão que você considera importante documentar.

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